terça-feira, 2 de outubro de 2012

Martin Jarrie. Gosto demais dessa xícara, só não sei porque. Há uma unidade no trabalho dele que são esses compartimentos, fragmentos, multiplicidades... não sei. gosto.





sábado, 22 de setembro de 2012

Ando pesquisando o livro ilustrado e sendo surpreendida por alguns artistas ilustradores. Esta série é da Eleanor Davis. No trabalho dela, muito do universo feminino. Lindo, lindo.

Domestixxx Series












quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Em casa a lua míngua sem calendário
Mas, se cheia, reflete maior
e mais clara na superfície do lago.
Eu, água, me deixo quieta,
ser lambida pela luz.


***

A roda se dá ao desfrute
enquanto ao centro a moça
interpela os próprios pés:
- Queres cirandar
e te deixas permanecer?
Ao que os pés respondem
desembrulhando pergunta:
- E não há que se ter, neste chão, um lugar?
Na roda, se deixa girar a outra moça
apertando mais forte seus laços.




quinta-feira, 7 de junho de 2012

Se o teu amor é doce
e a tua história  de herói.
Se o teu corpo lembra um rio
a tua voz suave, os anjos
e se o teu rosto evoca o eterno,
eu, em algum lugar, estou só.

Se o teu amor é meu
e a tua história me toca
e se sou aquecida pelos teus braços suaves
e por tua mansidão,
sou falta, ainda.
E estou aqui,
desejante dos possíveis.
Desejo, para além de ti,
eu mesma.
Ainda que, em mim, essa estranha,
eu só reconheça tua presença, profunda, perene.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Qual a chave para as palavras que inauguram mundos?
(Me diga você que faz datilografia)
Estão longe do meu domínio e criam estranhos reinos
                                                   ao redor da vertigem.
Enquanto calo, habito o estrangeiro,
cujos reis costuram suas próprias vestes
                                                  em ouro e prata.
Agora, só vejo minhas transparências.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

vou ali 
buscar um tantinho
de passado 
puxar as raízes testar 
firmezas examinar 
minúcias de sentimentos 
velhos que é pra não envelhecer 
as juntas do coração
E deixar que 
floresçam dores novas